Dificuldades relacionadas à sexualidade são mais comuns do que muitas pessoas imaginam. Dor durante a relação sexual, dificuldade para sentir prazer, falta de desejo, ansiedade relacionada ao sexo e conflitos entre o casal podem afetar não apenas a vida sexual, mas também a autoestima, a intimidade e o bem-estar emocional.

Apesar disso, muitas pessoas convivem com essas questões durante meses ou anos antes de procurar ajuda, seja por vergonha, medo de falar sobre o assunto ou por não saberem que existe tratamento especializado.

É justamente nesse contexto que atua a sexóloga e terapeuta sexual.

O que faz uma sexóloga?

A sexologia estuda diferentes aspectos da sexualidade humana, considerando fatores psicológicos, relacionais, sociais e biológicos.

No contexto clínico, a terapia sexual busca compreender quais fatores podem estar relacionados à dificuldade apresentada e desenvolver estratégias adequadas para cada pessoa ou casal.

O acompanhamento não se limita ao sintoma sexual. Questões como ansiedade, autoestima, experiências anteriores, crenças sobre sexualidade, comunicação, relacionamento, imagem corporal e expectativas em relação ao sexo também podem fazer parte do processo terapêutico.

Por isso, cada caso precisa ser compreendido individualmente.

Quais questões podem ser tratadas na terapia sexual?

Existem diferentes motivos que podem levar uma pessoa a procurar uma sexóloga.

Entre eles estão:

  • dor durante ou após as relações sexuais;
  • vaginismo;
  • vulvodínia;
  • dispareunia;
  • dificuldade para atingir o orgasmo;
  • redução ou ausência de desejo sexual;
  • dificuldades relacionadas à excitação;
  • ansiedade e insegurança durante as relações;
  • medo ou evitação do contato sexual;
  • dificuldades de comunicação sobre sexo;
  • conflitos entre o casal relacionados à sexualidade;
  • diferenças de desejo entre as parcerias;
  • dificuldades de intimidade e conexão.

O primeiro passo é compreender a história daquela pessoa, quando a dificuldade começou, como ela se manifesta e quais fatores podem estar relacionados ao problema.

Dor na relação sexual não deve ser simplesmente normalizada

Uma das principais áreas da minha atuação clínica é o acompanhamento de mulheres que apresentam dor na relação sexual.

É importante entender que a dor pode possuir diferentes causas e manifestações. Termos como vaginismo, vulvodínia e dispareunia, por exemplo, descrevem condições e experiências diferentes.

Por isso, a avaliação adequada é fundamental.

Dependendo do caso, também pode ser necessário um acompanhamento multidisciplinar envolvendo profissionais como ginecologistas, fisioterapeutas pélvicos e outros especialistas.

O objetivo não é apenas reduzir um sintoma, mas compreender a experiência da mulher de maneira integral, considerando sua saúde física, emocional e sexual.

Como funciona a terapia sexual?

A terapia começa com uma avaliação cuidadosa da história da pessoa ou do casal.

Durante as sessões, podemos conversar sobre aspectos como história afetiva e sexual, relacionamentos, experiências anteriores, crenças sobre sexualidade, desejo, excitação, prazer, ansiedade, comunicação e outros fatores relacionados à queixa apresentada.

A partir dessa avaliação, é construído um plano terapêutico individualizado.

Minha formação clínica inclui a Terapia Cognitivo Sexual, abordagem que permite trabalhar pensamentos, emoções, comportamentos e padrões relacionados às dificuldades sexuais.

Dependendo da necessidade de cada pessoa ou casal, o acompanhamento pode envolver psicoeducação sobre sexualidade, identificação de pensamentos e crenças que interferem na experiência sexual, desenvolvimento da comunicação entre as parcerias e estratégias terapêuticas específicas.

Não existe uma fórmula única para todos. O tratamento precisa respeitar a história, os limites, os valores e os objetivos de cada pessoa.

Terapia sexual para casais

Nem sempre uma dificuldade sexual pertence exclusivamente a uma das pessoas.

Diferenças no desejo, dificuldade para conversar sobre sexo, afastamento emocional, expectativas diferentes, inseguranças e disfunções sexuais podem modificar a dinâmica do relacionamento.

Nesses casos, o acompanhamento do casal pode ajudar a compreender como os dois estão vivenciando a situação e construir novas formas de comunicação, intimidade e conexão.

O objetivo não é estabelecer um modelo de vida sexual considerado “correto”, mas ajudar o casal a construir uma relação que faça sentido para ambos, respeitando os limites e desejos de cada pessoa.

Quem é Victória Menezes?

Sou Victória Menezes, psicóloga (CRP 05/63912) e sexóloga.

Sou graduada em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), especialista em Psicologia Clínica pelo HUPE/UERJ e pós-graduada em Terapia Sexual pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL), além de possuir formação clínica em Terapia Cognitivo Sexual.

Sou associada à Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH), filiada à Federação Latino-Americana de Sexologia e Educação Sexual (FLASSES) e à Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS), além de integrar o grupo de estudos do Instituto Ibero-americano de Sexologia do Brasil (IIS Brasil).

Ao longo da minha trajetória profissional, concentrei minha atuação principalmente na saúde da mulher e na sexualidade humana, com experiência no acompanhamento de disfunções sexuais femininas e de mulheres que apresentam dor durante as relações sexuais.

Também realizo acompanhamento de casais que enfrentam dificuldades no relacionamento associadas à sexualidade.

Atendimento online para mulheres e casais

Realizo acompanhamento psicológico de mulheres e casais adultos, de qualquer orientação afetivo-sexual, por meio de atendimento online para brasileiros que estejam no Brasil ou vivendo no exterior, observadas as condições profissionais aplicáveis ao atendimento psicológico.

Meu trabalho busca oferecer um espaço de escuta empática e profissional, no qual cada pessoa possa falar sobre sexualidade sem julgamentos.

A terapia respeita a história, os valores, os limites e as particularidades de cada pessoa ou casal.

Sexualidade também é saúde.

Quando uma dificuldade sexual provoca sofrimento, interfere no relacionamento ou compromete o bem-estar, procurar acompanhamento profissional pode ser um passo importante para compreender o que está acontecendo e conhecer possibilidades de cuidado.

Victória Menezes
Psicóloga – CRP 05/63912
Sexóloga e Terapeuta Sexual

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